CNPq · MCTI · Rede colaborativa multicêntrica

Rede Internacional de IA para o diagnóstico da retinopatia diabética em áreas remotas.

O objetivo da Rede é desenvolver um sistema de inteligência artificial para detecção automatizada da retinopatia diabética usando retinógrafos portáteis — levando triagem oftalmológica para áreas remotas do Brasil.

Quando a cooperação institucional emprega ciência e tecnologia para melhorar a qualidade de vida da sociedade em regiões remotas.
40%
Diabéticos em risco de RD — especialmente no Nordeste
13.4k
Retinografias planejadas em 24 meses · 3 retinógrafos portáteis
BR ↔ ES
Cooperação IFPI · UDC/INIBIC — Brasil & Espanha

Cegueira evitável no interior do Piauí.

A retinopatia diabética é uma das principais complicações da diabetes mellitus e uma das maiores causas de cegueira evitável no mundo. No Piauí, o acesso limitado a cuidados oftalmológicos exacerba o risco de perda de visão entre pacientes diabéticos — e gera custos significativos para o SUS e para a economia local.

IARD · v0.4 · Loading… Pre-process Vessel seg. ROI detect Classifying Report ✓
FUNDUS · OD · 06°46′S
560 × 560 · INFER
40%
dos diabéticos — especialmente no Nordeste — em risco de desenvolver retinopatia diabética.
Sem RD0.04
NPDR LV0.18
NPDR MOD0.78
NPDR GR0.22
RDP0.12
EMD0.41
RDP
A condição pode evoluir para retinopatia diabética proliferativa e edema macular diabético (EMD), levando à cegueira irreversível.
PI
No sul do Piauí, a baixa densidade de oftalmologistas e a falta de equipamentos especializados tornam o diagnóstico precoce praticamente inviável.
$$
Custo evitável: cada caso avançado consome recursos do SUS e reduz a capacidade produtiva do paciente, impactando a economia regional.
ODS
Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 3, 4, 9 e 10 e ao Plano Brasileiro de IA (PBIA) 2024–2028.

Do retinógrafo portátil ao laudo. Em minutos, no posto de saúde.

Substituímos a logística de viagens longas e equipamentos caros por um pipeline simples: captura local → inferência por IA → relatório clínico estruturado.

Equipamento · ponto de coleta

Retinógrafo portátil + smartphone.

Operadores de saúde capacitados realizam a retinografia diretamente em UBS e unidades remotas — sem necessidade de oftalmologista presencial, sem mesa óptica, sem deslocamento do paciente.

~3 minpor exame
Nem sempre dilatamidríase só quando necessária
Mobile-firstcaptura via app
Retinógrafo portátil acoplado a smartphone ● CAPTURE · OD/OS
01 / Captura

Retinógrafo portátil

Operadores de saúde capacitados realizam a retinografia diretamente em UBS e unidades remotas, sem necessidade de oftalmologista presencial.

~3 min · paciente
02 / Upload

Envio seguro

Imagens são transmitidas em conexões intermitentes via aplicação leve, com fila resiliente e anonimização de identificadores.

LGPD · DICOM
03 / IA

Modelo IARD

Rede convolucional + módulo de atenção classifica RD por severidade (NPDR leve, moderada, grave, RDP) e detecta edema macular.

Deep learning · CNN
04 / Laudo

Decisão clínica

Relatório com mapa de calor das lesões, classificação de severidade e recomendação de encaminhamento para o médico responsável.

Triagem · Encaminhamento

Deep learning calibrado para a realidade brasileira.

Treinamos arquiteturas convolucionais em datasets multicêntricos com retinografias capturadas em equipamentos portáteis — não apenas em câmeras de mesa de centros urbanos. O modelo classifica severidade da RD e detecta edema macular diabético com explicabilidade visual via mapas de saliência.

5 classes
Sem RD · NPDR leve · moderada · grave · RDP
+EMD
Detecção de edema macular diabético
CNN · attn
Backbone convolucional + atenção espacial
Grad-CAM
Explicabilidade visual no laudo
iard-inference · v0.4
SEM RD0.04
NPDR MOD0.78
RDP0.12
EMD0.41

Uma rede multicêntrica ancorada no sul do Piauí.

A região-piloto foi escolhida estrategicamente: alta prevalência de diabetes, baixa densidade de oftalmologistas e demanda concreta do SUS local. A partir daí, o modelo se expande para outras geografias com perfil semelhante.

IFPI Campus Floriano · PI
Coordenação geral do projeto · operação de campo
BR-01
Hospital de Olhos Bucar (HOB)
Floriano · PI — sítio de coleta · leitura clínica
BR-02
UBS de Floriano · PI
Sítios de coleta no SUS · Prefeitura de Floriano
BR-03
A Coruña · ES
UDC · Grupo VARPA · CITIC · INIBIC — colaboração técnica e know-how
EU-01

Instituições que tornam a Rede IARD possível.

Pesquisadores, médicos e engenheiros distribuídos em centros nacionais e internacionais — sob coordenação científica brasileira, financiamento público e governança ética compartilhada.

Conexão · Rede IARD
IFPI
Coordenação · BR
Universidade da Coruña
Colab. técnica · ES
IA-SUPERA
Núcleo IA-SUPERA · BR
Grupo VARPA
Grupo VARPA · UDC
Hospital de Olhos Bucar
Sítio clínico · HOB
Prefeitura de Floriano
UBS · Pref. Floriano
IFPI
Instituto Federal do Piauí — coordenação geral, baseada no Campus Floriano.
Coord · BR
Universidade da Coruña
Universidade da Coruña — colaboração técnica e know-how em IA aplicada à oftalmologia.
Colab · ES
VARPA
Grupo VARPA · CITIC · INIBIC — análise computacional de imagens retinianas.
Acad · ES
Hospital de Olhos Bucar
Hospital de Olhos Bucar (HOB) — sítio de coleta e leitura clínica oftalmológica.
Clínico · BR
Prefeitura de Floriano
Prefeitura de Floriano — UBS como sítios de coleta no SUS.
SUS · BR
IA-SUPERA
IA-SUPERA — núcleo de pesquisa em IA aplicada à saúde, integrando os parceiros.
Núcleo · BR
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — financiamento.
Fomento · BR
Plano Brasileiro de Inteligência Artificial — alinhamento estratégico.
Política · BR

Pesquisadores que conduzem a Rede IARD.

Uma equipe multidisciplinar — IA, visão computacional, oftalmologia clínica, engenharia e saúde pública — coordenada conjuntamente entre Brasil (IFPI) e Espanha (UDC · VARPA).

Rafael A. S. Leite
Coordenação · Brasil
Rafael A. S. Leite
IFPI Campus Floriano · Coordenação Brasil

Coordenador brasileiro da Rede IARD, baseado no IFPI Campus Floriano. Lidera a operação local, a articulação com o SUS e a integração entre os sítios de coleta no Piauí.

José Joaquim de Moura Ramos
Coordenação · Espanha
José Joaquim de Moura Ramos
Universidade da Coruña · Grupo VARPA · CITIC · INIBIC

Doutor em Ciência da Computação e IA pela UDC (cum laude, Prêmio Extraordinário de Doutorado). Mais de 120 artigos revisados por pares em análise de imagens médicas. Pesquisador brasileiro, natural do Piauí, egresso do IFPI Campus Floriano.

Mariana Batista Gonçalves
Médica · Oftalmologia
Mariana Batista Gonçalves
Hospital de Olhos Bucar · Floriano · PI

Doutora em Oftalmologia e Ciências Visuais pela UNIFESP, com especialização em IA aplicada a doenças vitreorretinianas no Moorfields Eye Hospital, Londres. Lidera a leitura clínica especializada do projeto.

Igor Bezerra Reis
Pesquisador · Brasil
Igor Bezerra Reis
IFPI Campus Corrente · Mestre e Doutorando em Ciência da Computação

Pesquisa em visão computacional e processamento de linguagem natural. MBA em Machine Learning (XP Educação) e graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFPI. Sócio e desenvolvedor da IPDelve.

Masolina
Pesquisadora · Brasil
Masolina da Silva Ribeiro
Técnica em saúde · IFPI

Técnica da saúde responsável pelas coletas das imagens de retinografia em campo, atuando na operação dos retinógrafos portáteis nos sítios de coleta da Rede IARD.

Vitória
Pesquisadora · Brasil
Vitória Rocha de Barros
Técnica em saúde · IFPI

Técnica da saúde responsável pelas coletas das imagens de retinografia em campo, atuando na operação dos retinógrafos portáteis nos sítios de coleta da Rede IARD.

Marcos Ortega
Pesquisador · Espanha
Marcos Ortega Hortas
Universidade da Coruña · Grupo VARPA · CITIC

Catedrático de Universidade na UDC e líder do grupo VARPA. Autoridade internacional em análise computacional de imagens retinianas, com centenas de publicações em IA aplicada à oftalmologia.

Jorge Novo
Pesquisador · Espanha
Jorge Novo Buján
Universidade da Coruña · Grupo VARPA · CITIC

Professor Titular na UDC, especialista em deep learning aplicado a imagens médicas. Coordena projetos europeus em segmentação automática de estruturas retinianas.

Noelia Barreira
Pesquisadora · Espanha
Noelia Barreira
Universidade da Coruña · Grupo VARPA · CITIC

Professora Titular na UDC com pesquisa em visão computacional e diagnóstico assistido por computador. Coautora de trabalhos de referência em análise de imagens oftalmológicas.

Lucía Ramos
Pesquisadora · Espanha
Lucía Ramos
Universidade da Coruña · Grupo VARPA · CITIC

Professora e pesquisadora na UDC, especialista em processamento de imagens biomédicas com foco em algoritmos de classificação multiclasse para retinopatias.

José Rouco
Pesquisador · Espanha
José Rouco
Universidade da Coruña · Grupo VARPA · CITIC

Pesquisador na UDC com atuação em aprendizado profundo aplicado à imagem médica. Coautor de publicações de referência em segmentação e detecção em retinografias.

Marcos consolidados e próximos passos.

A Rede IARD opera por marcos científicos verificáveis. Atualizamos esta seção a cada ciclo de validação. Métricas de desempenho do modelo são divulgadas após revisão por pares.

13.4k

Imagens previstas em 24 meses

Coleta de 320 imagens/mês por retinógrafo (3 dispositivos), com 70%+ rotuladas mensalmente por especialista clínico.

2anos

Cronograma de execução

Quatro fases: planejamento, coleta de dataset multicêntrico, desenvolvimento e validação de modelos, e implementação piloto em UBS.

3+1

Formação de pesquisadores

Ao menos 3 TCCs no IFPI co-orientados com a UDC, mais 1 tese de doutorado a ser desenvolvida na Espanha por estudante brasileiro.

Produção científica da rede.

Resultados, protocolos e revisões publicados em periódicos e conferências revisadas por pares. Lista atualizada continuamente.

Financiamento e apoio institucional

Vamos levar triagem ocular a quem mais precisa.

Se você representa um hospital, clínica, secretaria de saúde, instituição de pesquisa ou imprensa — ou simplesmente quer entender melhor o projeto — fale com a coordenação da Rede IARD.

Coord. Brasil
Rafael A. S. Leite · IFPI Floriano
Coord. Espanha
José Joaquim de Moura · UDC